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A eleição do CD representa mais do que apresenta
É isso mesmo. Há muitas coisas por trás dessa eleição, e não apenas uma solução para a ausência de representatividade democrática no mais alto escalão deste poder do Avaí F.C.Vejam, leitores, que uma eleição de um candidato que vise apenas a assegurar uma navegação tranquila da atual Diretoria não é positiva para o Clube, em termos institucionais. Não que eu queira que o novo Presidente tenha que conturbar a gestão atual, longe disso. Mas é nítido que em um regime essencialmente democrático, a ausência de oposição desnatura o próprio intento do sistema. Basta analisar a atual política brasileira, onde "esquerda" e direita "governam" juntos, mas não vou entrar nessa bola dividida.
O Conselho Deliberativo, pelo Estatuto do Clube, tem poderes relevantíssimos, dentre os quais recorto aqui apenas para exemplificar:
Art. 53. Compete ao Conselho Deliberativo:
[...];
c) homologar os nomes indicados pelo Presidente do Clube, para compor os demais cargos da estrutura daquele colegiado;
[...];
i) deliberar sobre o Plano Administrativo Anual proposto pela Diretoria;
[...];
l) deliberar sobre valor do título patrimonial, das taxas e de outras contribuições pecuniárias que devam ser pagas pelos Sócios, por proposição da Diretoria;
[...];
t) aprovar a criação de novos Departamentos, ou alterar-lhes a denominação, mediante proposta apresentada pelo Presidente do Clube.
Vejam, amigos, a intensidade do poder que recai sobre o Conselho Deliberativo. Muito do que foi contestado e rebatido pelos blog's poderia ter sido filtrado acaso houvesse uma oposição benéfica ao clube, e não aquela conturbadora e que busque apenas o entrave das decisões importantes. Pelos poderes que citei acima, mensalidades, cargos, departamentos e ingressos poderiam ter passado por um debate democrático, mas não foi o que vimos.
Desejo apenas que a deliberação do Conselho seja aquela que melhor aspire ao sucesso do Clube, para que o melhor possa aportar na Ressacada, e que todos se sintam parte desse crescimento vertiginoso que presenciamos nos últimos anos.
Abraços!
Zunino, o Monarca Azul, só às vezes
O momento talvez não seja o mais propício para falar sobre o assunto, mas talvez seja a oportunidade mais adequada para saber reconhecer, sem ufanismo.
Eu fui um dos avaianos que assistiu um Avaí que não existe mais. Um clube provinciano, regional, que se recusava a jogar a série C. Sócios nem existiam, e se havia, eram poucos.
Presidentes avaianos assumiam por pressão. Quando a fase era ruim, renunciavam. João Bastos e Flávio Felix são exemplos, cada qual, logicamente, com seus méritos. Guardo até o hoje o meu ingresso da primeira partida da série B do Avaí, em 1999, contra o São Caetano, na Ressacada. Aliás, o primeiro jogo com catraca eletrônica no Aderbal Ramos da Silva.
Zunino assumiu o Avaí com a esperança de mudanças, pois muito se alegava que Flávio Felix era centralizador ao extremo. O avaiano de São João Batista tem como característica desconcentrar as funções, entendo eu com o objetivo de otimizar as atividades do clube. Porém, esse intento, inicialmente positivo, muitas vezes reverteu contra o democrata Avaiano (não no partido, mas na postura). Muitas opiniões, muitas fórmulas do sucesso, "eis" que o Presidente caiu em algumas armadilhas, quase afundando o Avaí. Mas não abandonou o barco.
Vejo esse momento, essa semana, os últimos acontecimentos, com uma marca distinta daquela que é inerente ao Presidente. Ao que chega aos nossos olhos e ouvidos, Zunino literalmente assumiu o leme, para "governar" a batera. Fez a faxina, reuniu os notáveis, reestruturou o coração do clube, e na contratação do técnico teve humildade para não repetir o mesmo erro que cometeu ao matar no peito a contratação do aposentado Sávio.
A única dúvida que resta é: vai dar tempo? Só nos resta acreditar.
Isso Gallo, não cisca pra trás!
Alexandre Gallo chegou. E já deu a nota que soará em seu trabalho diário. Conclamou a confiança da torcida, e a chamou de volta à Ressacada, sendo firme e insistente no tocante à necessidade de sua presença para superação dos problemas. Até ai, nenhuma novidade, mas é importante esse otimismo.
Quando ouvi o nome de Gallo para assumir o Avaí, confesso que fiquei preocupado. Suas recentes passagens não dão toda essa segurança. Nos resta, portanto, acreditar e apoiar. Ou ajuda alguma coisa criticar ainda mais?
Vimos pelas notícias recentes que o Presidente Zunino parece ter botado ordem na casa, depois de ter desarrumado bastante em seu ponto vital: o Departamento de Futebol. Aqueles que fizeram um planejamento medonho já dispararam. Com um Avaí reformulado no meio da temporada, esperamos, com muita fé (e bota fé nisso) que melhores ventos soprem no Sul da Ilha.
Contratações estão chegando com o crivo do nosso parceiro de sucesso, Luis Alberto de Oliveira. Ainda que se critique a participação efetiva desse grande empresário do futebol, não há como negar que um clube como o Avaí, com um orçamento pequeno, tenha condições financeiras de se manter firme e consistente no mercado sem uma parceria empreendora e eficaz, como a LA Sports.
Saudações!
A torcida é o reflexo do time
Antes de qualquer coisa, vou explicar o porquê do título desse post.
A torcida azurra conquistou a fama de ser a mais fanática e quente de Santa Catarina por méritos. Empurrando o time para feitos inacreditáveis, hoje a Ressacada representa para os adversários uma espécie de covil para o Leão, onde o adversário só com muita disposição teria a chance de sair vivo da batalha. O ano de 2008, 2009 foram os anos dessa construção, com o carimbo absoluto nos dois últimos jogos de 2010.
Muitas coisas aconteceram no ano que já se foi, e nesse que já chega em sua metade, na linha da política do desestímulo do adormecido camisa 12. Esse que já se apresenta cansado de tantas apostas na área que mais lhe interessa: o futebol.

A prova disso é o público da última partida na Ressacada: 3.764 pagantes. Só para exemplificar, Bahia (que tem 2 pontos) e Palmeiras no Pituaçu teve público de mais de 20.000 pessoas. Atlético/PR (que tem 1 ponto) e Flamengo levou à Arena exatos 20.022 torcedores. Ouvi que muitos, inclusive, cancelaram suas associações, por estarem cansados.
Para mim, quando o Avaí vai tão mal do jeito que está, até o futebol perde a graça. Não tenho vontade de sequer ver os outros jogos, apreensivo de que anunciem a classificação geral e eu tenha que suportar ver o meu time na lanterna.
Enfim, para não me alongar mais, o que eu vejo é que o time não tem vontade de sair de onde se encontra. Pode-se argumentar que a causa é o preparo físico, mas acho que só isso não explica. Muitos estão é mesmo desestimulados. E essa falta de vontade não tem explicação. A urgência das medidas necessárias à salvação do ano de 2011, que será a permanência, são premente, pois o que vimos até agora é o completo abandono daquilo que tanto sonhamos.
Futebol não tem lógica, mas, time mais torcida desestimulados não tem outro resultado.
Uma novalgina para os azurras
Bom, amigos. Hoje é dia dos namorados, e para ajudar no processo "relaxatório" depois de mais um fiasco bizonho do nosso Avaí, aí vai um vídeo (ignorem o "Mercham") em homenagem aos casais apaixonados!
Abraços!
Abraços!
Eles sabem, e também não admitem

Sábado, temos uma decisão – Avaí x América, 18:30 – Ressacada, Florianópolis-SC.
E é bom que os jogadores e o senhor Mauro Fernandes saibam disso! O Avaí, é adversário MAIS DO QUE DIRETO do América, não conquistou nenhum ponto até agora e não vai ser contra o América que o fará, assim espero. Além do mais, acabaram de perder seu treinador, Silas, que foi para o Al-Arabi do Qatar. Alexandre Gallo deve ser o novo comandante, mas apenas a beira do campo, pois não deve ter tempo de fazer nada! E por fim, perderam seu principal jogador para o Corinthians, o goleiro Renan. Em resumo: Lanterna, sem treinador, sem goleiro titular.
Espero que jogadores e Comissão Técnica (?) saibam em que condição estamos em termos de respeito nesse Campeonato. Amanhã é dia de reviravolta. Para mais detalhes do ixtopô confiado, clique aqui.
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